
Resident Evil Requiem chegou e entrega tudo que a franquia tem de melhor em 30 anos!
Resident Evil Requiem chegou e entrega tudo que a franquia tem de melhor em 30 anos! Com a estreia brilhante de Grace Ashcroft, o retorno de Leon S. Kennedy e um terror de sobrevivência de arrepiar, o game se consagra como um dos melhores de 2026 — apesar de tropeçar na reta final e em algumas sequências de ação. Confira a review completa com análise detalhada, pontos positivos, negativos e nota final!
VIDEO GAME
Resident Evil Requiem — Review: Uma Montanha-Russa de Emocoes que Vale Cada Segundo da Jornada!
Resident Evil Requiem chegou com tudo — e com um peso enorme nas costas. O retorno de Leon S. Kennedy ao protagonismo, a chegada da estreante Grace Ashcroft, o resgate de Raccoon City e a Umbrella de volta aos holofotes. Para qualquer fã da franquia, isso e nostalgia e expectativa misturadas em doses iguais — e o game entrega muito do que promete.
Com mais de 30 horas de jogo — incluindo uma primeira jogada de 16 horas vasculhando cada cantinho a conclusão é clara: a jornada compensa tudo, mesmo que o encerramento deixe um gosto levemente agridoce. Bora lá!
Grace Ashcroft: A Grande Revelação de Resident Evil Requiem
Sem sombra de duvidas, o maior brilho de Resident Evil Requiem é a Grace Ashcroft. A nova protagonista estreia com chave de ouro e rapidamente conquista o jogador com uma vulnerabilidade genuína é uma historia de origem emocionante.
Grace é filha de Alyssa Ashcroft, uma jornalista assassinada no Hotel Wrenwood enquanto a protagonista observava tudo de forma traumatica. Essa camada de dor e trauma da a Grace uma profundidade humana que poucos personagens de RE possuem e faz com que você se apegue a ela rapidamente.
Lidando com armas biológicas pela primeira vez na vida, a personagem transpira insegurança e medo de forma autentica, tornando os momentos de terror ainda mais intensos. Sua relação com Emily, uma criança cega que aparece no meio da trama, lembra a dinâmica clássica de Claire e Sherry em Resident Evil 2 — e isso é um elogio enorme.
O Terror e Sublime — Exatamente o que a Franquia Precisava
Os momentos de survival horror com Grace são o coração pulsante de Resident Evil Requiem — e estão entre os melhores já feitos na franquia. O Centro de Cuidados de Rhodes Hill, principal cenário da primeira metade do jogo, é uma obra-prima de design de nível.
Tudo que faz o Resident Evil ser grande esta aqui: portas trancadas que viram atalhos valiosos, perseguidores implacáveis, zumbis que podem evoluir para cabeças pulsantes — variação mais forte que lembra os Crimson Heads do RE1 Remake é uma trilha sonora de design de som impecável que deixa qualquer cena ainda mais assustadora.
O nível de tensão alcançado em Requiem é comparável e até superior ao sentido em Alan Wake 2. Há momentos de puro desespero em que a única solução é pausar o jogo, largar o controle e respirar. Isso e o survival horror em sua forma mais pura.
Leon S. Kennedy e a Gameplay de Ação — O Melhor e o Pior de RE9
Jogar com Leon S. Kennedy é um prazer nostálgico. A gameplay ressuscita as melhores memorias de Resident Evil 4 Remake, com combate fluido, precisão nas armas é aquela sensação clássica de ser o agente mais competente de qualquer sala.
Mas é com Leon que o jogo também tropeça. As sequencias de ação da segunda metade lembram — de forma não tão positiva — Resident Evil 6, o titulo mais criticado da franquia. O equilíbrio entre terror e ação, que funciona brilhantemente na primeira metade, perde um pouco do rigor na reta final.
Dois Jogos em Um: As Duas Perspectivas de Câmera
Um dos destaques técnicos de Resident Evil Requiem e o sistema de perspectivas de câmera. Por padrão, Grace joga em primeira pessoa e Leon em terceira pessoa mas você pode alternar a qualquer momento pelo menu de opções.
Recomendações baseadas em testes com todas as combinações:
•Grace em terceira pessoa: melhor para as cenas de perseguição — você vê melhor a corrida e os tropeços da personagem, deixando a experiencia mais imersiva.
•Leon em terceira pessoa: a opção mais natural e recomendada para o melhor aproveitamento do combate.
•Dica: experimente misturar as perspectivas ao longo do jogo para uma experiencia mais rica!
Os Problemas que Impedem Requiem de ser Perfeito
A Reta Final e Raccoon City
A exploração de Raccoon City na segunda metade é nostálgica e libertadora — mas vem acompanhada de problemas de game design. O mais irritante? Um sistema de compra de armas com pontos que destoa completamente da progressão orgânica do restante do jogo. Ate então, todos os equipamentos eram encontrados naturalmente durante a exploração. Esse 'mercador' em meio aos escombros da cidade parece fora de lugar e desnecessário.
A narrativa de Raccoon City também deixa a desejar. O jogo levanta questões de títulos anteriores da franquia que estavam sem resposta — mas em vez de resolve-las, as deixa ainda mais em aberto. Uma oportunidade perdida de amarrar a franquia de forma mais concisa.
Poucos Quebra-cabeças e Falta de Conteúdo Pós-Game
Os puzzles, presentes quase que exclusivamente na primeira metade, são insuficientes para quem ama esse elemento clássico da franquia. E ao terminar o jogo, o conteúdo extra se resume a dificuldade Insana e desafios adicionais — nada de um The Mercenaries ou modo extra que aproveitasse a excelente jogabilidade da obra.
Veredicto Final: Vale a Pena Jogar Resident Evil Requiem?
Resident Evil Requiem é uma montanha-russa e das boas. A primeira metade e quase impecável: terror genuíno, protagonismo brilhante de Grace Ashcroft, design de nível memorável e uma atmosfera que poucos jogos conseguem replicar. A segunda metade tropeça em alguns problemas de game design e narrativa, mas não arruína o que foi construído.
A jornada compensa tudo. RE Requiem e um dos grandes jogos de 2026 é um titulo importante na historia de uma franquia repleta de momentos altos. Disponivel para PS5, Xbox Series X|S e PC.
✅ PONTOS POSITIVOS:
•Grace Ashcroft e uma das melhores estreias da franquia
•Terror de sobrevivência de nível cinematográfico
•Leon S. Kennedy com gameplay próxima ao nível de RE4 Remake
•Design de som e atmosfera impecáveis
•Sistema de perspectivas de câmera inovador
❌ PONTOS NEGATIVOS:
•Reta final e segunda metade abaixo do esperado
•Sequências de ação que lembram Resident Evil 6
•Poucos quebra-cabecas e concentrados na primeira metade
•Sistema de compra com pontos em Raccoon City parece fora de lugar
•Falta de conteudo pos-game robusto
🏆 NOTA FINAL: 8/10 — ÓTIMO
